Cheguei em Londres vindo de Berlim junto do meu melhor amigo. Como ele não conhecia a cidade tive a desculpa perfeita para refazer os passeios junto com ele e relembrar lugares que não visitava há tempos. Por isso, ao invés de contar sobre as 1as impressões do lugar [este post você encontra clicando aqui] reuni as dicas usadas para mostrar a cidade. Testei todas e elas continuam bem atuais 😉 vamos a isso… Chegando em Londres_agosto de 2013

É impossível ficar indiferente em Londres.

É impossível ficar indiferente a Londres.

As pessoas costumam se referir a Londres como um celeiro de referências e novidades, e com razão, já que a cidade está sempre em ebulição, mesmo no inverno. Os mais trendsetters defendem que a cidade perdeu o posto de mais hype para Berlim, mas tendo visitado as duas ao mesmo tempo continuo achando Londres um destino mais democrático e rico de referências, o lugar ideal para quando você precisa dum choque de mundo. Vamos ao que importa:

Chegando em Londres

Para ir do aeroporto de Heathrow para o centro é muito fácil. Basta procurar o metrô e selecionar zona 1 [que vai até Picadily Circus, um ponto referência na cidade. De lá você pega a estação mais próxima do seu hotel]. Se for madrugada você pode pegar o Heathrow Conect, por 8 euros [vai até a estação Paddington e de lá você pega um táxi, que é 24 horas]. Dessa vez não pegamos transporte público porque meu amigo estava com malas gigantes e só andamos de táxi, tanto para ir quando vir. Para você ter como comparativo, gastamos 70 euros do aeroporto do centro.

Mapa na mão

O mapa físico permite anotações e dá uma noção das distâncias.

O mapa físico permite anotações e dá uma noção das distâncias.

Quando chegar no seu destino pare numa banca e compre um mapa da cidade. Eles são padrão e ótimos para compreender as distâncias, coisa que os apps não permitem pela limitação de tela. Você vai ver como tudo é perto e tem o metrô do lado. O bom do mapa é que você pode fazer anotações nele mesmo. Outra dica é comprar um chip-mobile por 29 euros que dá direito a 3G por 1 mês além de ligações locais, caso precise. Dessa forma você junta o melhor do analógico e do digital.

No coração da cidade

Trafalgar Square com seu galo azul, obra de 4 metros faz graça com a palavra “cock” (quer dizer galo mas também pinto).

Trafalgar Square com seu galo azul, obra de 4 metros faz graça com a palavra “cock” (quer dizer galo mas também pinto).

Uma das coisas mais legais da 1a vez em Londres é sentir o impacto da cidade, a arquitetura vitoriana, as praças. Como estávamos numa zona central resolvi que meu amigo merecia ter esse momento e resolvi levá-lo a pé do hotel até o Soho. Atravessamos a Estação Waterloo, de onde partem trens pro interior da Inglaterra e fomos até a London Eye, a famosa roda gigante na margem do Tamisa. Se a fila for muito grande deixem para visitá-la bem cedo para não perder tempo (não tive saco ainda). Chegamos então num dos pontos mais conhecidos da cidade: a Ponte Westminster, com o Parlamento de fundo e o Relógio Big Ben. A pé você chega na Trafalgar Square, uma praça enorme com uma visão maravilhosa do centro de Londres, com a National Galery de fundo. Esta é uma zona nobre, conhecida pelas paradas, manifestações e imponentes monumentos [todo o trajeto não dura nem 30 min].

Oxford Circus

O intenso movimento na região central de Piccadilly ganha a noite.

O intenso movimento na região central de Piccadilly ganha a noite.

Após o check-in em Trafalgar levei-o para caminhar até Oxford Circus, uma das esquinas mais movimentadas de Londres e da Europa (não foi eu que disse mas o google). Passamos por Piccadilly Circus, que é tipo o Times Square deles e subimos pela Regent Street, uma rua com todas as mais importantes flagships do mundo, Apple, Lacoste, Louis Vuitton, Nike, Adidas e por aí vai. Essa caminhada não dá mais de 20 minutos. Cruzamos Oxford Circus e chegamos ao Soho londrino.

O Soho

Hora do almoço na Soho Square, um dos bairros mais animados (de dia e de noite).

Hora do almoço na Soho Square, um dos bairros mais animados (de dia e de noite).

Sem dúvida é uma das áreas mais legais de passear. Geralmente me oriento pela rua Old Compton que corta o bairro e vai até a Soho Square, vale dar uma passeada na pracinha que fica repleta de gente (isso se estiver sol, claro). A Old Comptoin virou uma rua hype e de forte apelo GLS depois do atentado nazista do final dos anos 90 que matou 2 pessoas. O mais legal é andar sem rumo, se perder um pouco e ir descobrindo as bonitezas desse bairro maravilhoso cheio de lojinhas, cafés, bares, salões. Cuidado pra não torrar seu $$ hein rapaz. Todas as vezes que fui ao Soho (quem lê pensa que foram milhares) tirei uma hora da vida sentado num café vendo o frege passar. Não existe lugar igual no mundo, acredite. Chinatown Colado ao Soho está Chinatown, o bairro chinês que também é bem legal de passear. Minha indicação é procurar um restaurante de Udon, que é aquele macarrão gigante, que ultimamente tem virado um hype por lá. O mais bombado é o Koya, no Soho. É baratinho e uma delicia. Pra ter ideia os chefes de cozinha do bairro vão todos para lá no final do expediente pra provar o macarrão.

Malhação

O dia só começava depois de um treino bem cedo.

O dia só começava depois de um treino bem cedo.

Assim como fizemos em Berlim resolvemos procurar uma academia para treinar durante a semana que iriamos ficar na cidade. Por indicação de um amigo chegamos a Soho Gym de Covent Garden a 5 minutos da estação do metrô. O mês inteiro custa 35 euros e se você der sorte pode pegar a gerente brasileira, a Priscila, que trabalha dia sim dia não, uma mulata de olhos verdes e sorriso estrelar. Nosso dia começava com o café do hotel, o treininho no Soho e só depois a gente saia para atacar a cidade.

Artes

Perdendo a noção do tempo na galeria Tate Modern.

Perdendo a noção do tempo na galeria Tate Modern.

Se tem um museu que todo mundo precisa conhecer uma vez na vida é a Tate Modern de arte contemporânea. Seja pelo prédio colossal, pelas obras, pela vista ou simplesmente pelo passeio nas margens do Tâmisa. Em Londres ainda existe ainda a Tate Galery, que hoje se chama Tate Britain e expõe apenas obras britianicas. Na Modern existe o acervo fixo, que é gratuito e incrível e as exposições paralelas, que são pagas. Mas valem o ingresso que além de ser barato te dá acesso ao supra sumo da arte. Fora a Tate Londres ainda conta com a National Gallery, um dos mais importantes museus do mundo, o Museu de História Natural, que é fantástico, o badalado Madame Tussauds, mais fun, com as estátuas de cera das celebridades, fora as galerias menores com artistas mais edgy. É uma cidade que tem e sabe preservar a sua história e muito bem servida de arte.

Candem Town

Minha 1ª vez em Camden também. Compramos porcaria bacarái nesse dia.

Minha 1ª vez em Camden também. Compramos porcaria bacarái nesse dia.

Candem é um bairro que tem um famoso comércio ao lado de uma antiga estação de trem. Deixe para comprar todos os souvenirs de viagem por lá, já que são mais baratos que no centro. Vale muito a visita, é lindo, vibrante e rende muitas fotos. Existe uma famosa feirinha de comida que é bastante falada, mas depois do piri-piri que eu tive em Bangkok, não me aventurei mais em comer na rua. Desta última vez a linha de metrô para Candem estava em obras e fomos orientados a ir de ônibus (número 29), que você pega em frente ao metrô Covent Garden e desce na Candem Street mesmo. Vale a aventura, fique ligado que você paga o ticket no totem fora do busão. O táxi sai baratinho também apenas 8 euros. Shoreditch Este bairro é o novo hype de Londres, um antigo bairro de galpões e imigrantes que foi tomado por galerias, bares e artistas. O coração do bairro é a Brick Lane Street, com seus brechós, arte de rua, bares, lojas conceito. Prepare sua máquina fotográfica ou iPhone, as melhores coisas estão justamente na rua, nas fachadas, é incrível. Se eu não me engano fica próximo da estação Liverpool do metrô. Vale muito a pena conhecer, de preferência domingo onde ainda rola uma feira de comida delícia. Aqui vão mais alguns lugares que eu fui dessa última viagem e adorei conhecer:

Topo do Heron Tower

Mimosas às dez da manhã. Que bom que estar de férias.

Mimosas às dez da manhã. Que bom que estar de férias.

O prédio mais alto do Reino Unido, que fica na business area em Londres. No topo tem o restaurante Duke & Waflle (breakfast e brunch) e o Samba Sushi (pra jantar). Fui encontar uma amiga querida para tomarmos um café da manhã juntos e fui recebido com uma taça de mimosa às 10h da manhã. Pra deixar mais emocionante o encontro o cardápio é local, prepare-se para torradas, wafles, geleias, ovos de pata e afins. Saí de lá faminto e bêbado.

Assistir um musical

Teatro na região de  Leicester Square.

Teatro na região de Leicester Square.

A região do West End reúne a maioria dos musicais bombados da cidade. Não são caros mas vale comprar com alguma antecedência para garantir. Eu e me amigo escolhemos The Bodyguard, que é literalmente a história do filme o Guarda-Costas, com a finada Whitney Huston. É lindo, muito melhor do que ir ver Fantasma da Ópera e esse lixos chatos. Até chorei haha.

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INFORMAÇÕES ADICIONAIS:  

Cia Aérea: Fomos de KLM de Berlim para Londres. O tempo de voo é de 1h40. É perto mas é outro país, ou seja, tem que chegar 2 horas antes.

Hospedagem: Escolhemos o Hotel Ibis London Blackfriars, colado (5 minutos) a estação de metrô Southwark. Dali se vai a pé a pontes Westimnster (Big Ben, etc) e Milenium (Tate Modern, St Paul catedral, etc). Café da manhã bacana wi-fi free e serviço impecável.  

Tempo de viagem: Ficamos em Berlim 5 dias, contando um final de semana. Esse tempo e mais do que perfeito para ter uma boa noção da cidade, sem estresse.

Dicas de transporte: Londres tem um sistema de transporte perfeito e o metrô abrange tudo. Mas não é tãooo barato e se você for para lá e para cá o dia todo durante uma semana vai sentir no bolso. Tanto que os táxis estavam fazendo uma campanha para informar que a partir de 2 passageiros era mais vantajoso (e confortável) escolher o serviço para se locomover na região central. Outra solução é pagar o pass para uma semana.

Sobre o clima: Londres tem a fama de ser um país frio não importa a estação. Fui no fim do verão (ago/set) com dias de céu muito claro e sol mas esfria bastante, principalmente após o fim de tarde. Não deixe de sair com um casaco ou moletom.

Guia: Não usei guia apenas Google. Como de costume comprei um mapa da cidade numa loja de souvenirs e passei para ele todas as marcações e anotações feitas pré-viagem.

Dinheiro: Londres está fora da zona do euro e sua moeda é o pound, um pouco mais caro.

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Sempre quis fazer uma viagem com meus dois melhores amigos. Calhou dos três estarem solteiros e resolvemos finalmente bolar o roteiro. A ideia inicial era cada um escolher um destino, sendo a 4º e última cidade escolhida em comum acordo. Infelizmente um deles pulou fora um pouco antes da viagem acontecer, mas mesmo sem ele mantivemos o roteiro mesmo repetindo lugares que eu já conhecia. O único destino inédito foi Berlim, de onde eu reuni as dicas a seguir.

Chegando em Berlim_Agosto de 2013

Meu amigo Léo e eu partindo de Guarulhos/SP pra conferir Berlim de perto.

Meu amigo Léo e eu partindo de Guarulhos/SP pra conferir Berlim de perto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Partimos de São Paulo até Frankfurt e de lá para Berlim. A voo foi tranquilo e do aeroporto fomos de táxi para o hotel. Meu amigo que é um tanto exagerado já saiu do Brasil com 2 malas razoáveis inviabilizando o transporte público na Europa. Não usamos o metrô em nenhum aeroporto desta viagem mas eu sempre indico este transporte por ser prático, barato e também porque você já sente um pouco da vibe local.

Berlim nova, Berlim velha

O hotel com a bandeira arco-íris na fachada sinalizando que ele é friendly. Aliás a cidade inteira.

O hotel com a bandeira arco-íris na fachada sinalizando que ele é friendly. Aliás a cidade inteira.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quando fui pesquisar sobre hotéis em Berlim muita gente me falou para escolher um lugar próximo ao centro (Mite) por ser acessível aos principais pontos turísticos. Mas optei por um hotel moderno e relativamente novo chamado Axel, no bairro de Schöneberg já que Berlim tem metrô em toda esquina. Esse bairro pertencia a Berlim Ocidental e mudou depois da queda do muro, com velhinhos fazendo compras e mães passeando com os filhos durante o dia e um discreto agito noturno a noite. Chegamos facilmente ao hotel e achamos ele excelente. A cama foi uma das melhores da viagem o que foi importante já pra gente acertar o jet lag, que nessa trip me castigou legal. Não sei você, mas eu não viajo sem um comprimido para dormir e colocar tudo no fuso certo, porque se não fico doente.

A noite

Cheguei em Berlim no fim de tarde dum sábado por isso resolvemos curtir o final de semana na cidade e deixar o roteiro turisticão para a semana. Muita gente já tinha me falado da Berghain uma famosa balada da cidade. O lugar fica num prédio que parece uma prisão de filme de terror e funciona de sexta a segunda, sem parar. Sabia que as filas chegavam a ter 5 horas e pilhei meu amigo para chegarmos antes da meia noite. E mesmo a esta hora já havia uma fila bem grande.

A entrada do concorrido night club Berghain.

A entrada do concorrido night club Berghain.

 

 

 

 

 

 

 

Um dado importante, a Berghain tem door police (gente que escolhe quem entra ou não). Não existe critério, vi pencas de rapazes estilosos e meninas lindas sendo barrados e outros iguais entrando. Caso você seja barrado a dica é não levar pro pessoal. Algumas coisas facilitam o acesso, ir bem vestido, chegar cedo e jamais chegar em turma. Apesar da tensão a gente entrou sem estresse. Achei no Youtube um videozinho duns caras fazendo graça com essa conhecida questão da entrada da Berghan, para ver clique aqui.

Lá dentro dezenas de placas informam que fotografar gera expulsão no ato. O lugar era uma antiga fábrica por isso é cheio de corredores e salas escuras onde rola de tudo. Tudo mesmo. A frequência sem dúvida foi uma das mais democráticas que eu já vi, playboys, punks, gays, modelos, geeks, uma fauna bem diversificada. E a música é um eletrônico pesado demais. Curtimos a noite mas confesso que o cansaço bateu e partimos pro hotel.

Domingo foi dia do WeekEnd Club que fica num prédio antigo e enorme em Alexanderplatz. A balada acontece nos 12º e 15º andares do prédio, que ainda conta com um roof e um visual de tirar o fôlego. Para transitar entre os andares existem 4 elevadores onde a galera sobe e desce sem parar. O preço para entrar é OK mas a bebida é padrão EUR, ou seja, na faixa de 20 euros qualquer drink. Ainda assim é um dos lugares mais bacanas da cidade e eu indico demais. Achei no Youtube esse video do roof pra você ter uma ideia como é.

Ainda teve o clube Cookies (que fechou as portas em julho/2014) que foi muito bem recomendado tanto pelos amigos quanto pela galera local. Só esqueceram de contar que a gente só entra com reserva feita pelo site, ou seja, chegamos na porta e não teve acordo com a hostess enjoada. Realmente, essa questão do door police em Berlim é levada a sério. Antes de se jogar em qualquer clube noturno vale consultar seus horários na web, já que alguns mudam a grade (ou até mesmo fecham) durante as férias locais. Agora que eu já falei do turismo noturno, vamos ao turismo diurno.

Alexanderplatz

Todos os transportes se convergem em Alexanderplatz. Ao fundo o terraço onde rola a balada Weekend .

Todos os transportes se convergem em Alexanderplatz. Ao fundo o terraço onde rola a balada Weekend .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pesquisando na web entendi que todo passeio em Berlim começa em Alexanderplatz. Ali está a primeira e mais aparente atração turística, a Torre de TV (Fernsehturm), feita pelo antigo governo socialista na parte oriental de Berlim para causar impacto no lado ocidental. Próximo da praça passamos pela Prefeitura Vermelha (Rote Räthaus) que estava em obras, a Fonte de Netuno e a Igreja de Santa Maria (Marienkirche).

A torre e a igreja em Alexanderplatz.

A torre e a igreja em Alexanderplatz.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Atrás da estação começa a Rua Karl Liebknecht, nome de um dos líderes do chamado Movimento Espartaquista (radical de esquerda). Esta rua depois vira a Unter Den Linden, uma das mais famosas avenidas de Berlim e praticamente via obrigatória do turismo local. Caminhando por ela você passa pelos mais importantes pontos turísticos da cidade.

O paraíso dos museus

O Berliner Dom ou Catedral de Berlim, na Ilha dos Museus.

O Berliner Dom ou Catedral de Berlim, na Ilha dos Museus.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Caminhando pela Unter Den Linden a gente chega numa bela praça (Lustgarten) onde se encontra a Dom, a bela Catedral de Berlim que foi reconstruída apos a 2a guerra. Este lugar é chamado de a Ilha dos Museus pois reúne em sua volta os mais importantes museus de Berlim (não parece mas é uma ilha mesmo cercada pelo rio Spree). Só naquele pedaço estão o Altes Museum (Museu Antigo) o mais importante museu do mundo de arte antiga e (dizem) melhor que o Louvre, imagine só, o Neues Museum (Novo museu), a Alte Nationalgalerie, o Bode Museum e o Pergamon Museum.

A imponente escadaria do Templo de Apolo serve de entrada pro museu.

A imponente escadaria do Templo de Apolo serve de entrada pro museu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Minha dica, se você tiver que escolher um dos museus vá o Pergamon Museum pois sem dúvida vai ser diferente de tudo o que você já viu. Dentro do Pergamon estão construções originais de maravilhas do mundo antigo em perfeito estado, como a escadaria do templo de Apolo (roubado achado na cidade de Pérgamo, que dá nome ao museu), o Portão de Ishtar, uma das entradas da Babilônia, construído por Nabucodonozor e a entrada do mercado da cidade de Mileto. Tudo conservadíssimo com peças originais dentro. O valor do ingresso inclui um audio-guide para ouvir sobre cada detalhe de cada peça ali dentro.

O portão de Ishtar, uma das entradas da Babilônia.

O portão de Ishtar, uma das entradas da Babilônia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sou um fanático pela idade antiga e média mas meu amigo se aborrece em museus e quando você faz uma viagem em dupla nem sempre dá pra ganhar todas. Este foi nosso único museu em Berlim mas foi tão bacana que fiquei satisfeito.

A entrada do mercado de Mileto.

A entrada do mercado de Mileto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vontade de fotografar tudo

Descansando o pé com o Portão de Brandenburgo ao fundo.

Descansando o pé com o Portão de Brandenburgo ao fundo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No final desse avenida encontra-se o Portão de Brandemburgo, um tipo de Arco do Triunfo alemão que é um dos cartões postais da cidade. Sempre que rola uma manifestação ou celebração popular, este é o local da concentração. Fique atento pois a poucos metros desse monumento belíssimo estão outros pontos turísticos bem procurados de Berlim.

Passeio de bike no Tiergarten.

Passeio de bike no Tiergarten.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O primeiro é o Tiergarten, o parque que se encontra na região metropolitana de Berlim e que começa logo depois do Portão de Brandemburgo. No final da viagem quando estávamos mais tranquilos alugamos uma bike e conhecemos bastante do parque.

Sol se pondo no impressionante memorial do holocausto.

Sol se pondo no impressionante memorial do holocausto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A menos de cem metros tem o Monumento do Holocausto, uma impressionante obra de concreto a céu aberto, construída para homenagear os 6 milhões de judeus mortos no holocausto. Aliás, o concreto em Berlim é uma matéria prima para coisas belíssimas. A arquitetura é um dos diferenciais da cidade.

A cúpula do Reichstag revelando Berlim inteira, um dos melhores passeios.

A cúpula do Reichstag revelando Berlim inteira, um dos melhores passeios.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Também tem o Parlamento Alemão (Reichstag) e um dos passeios mais bacanas. A cúpula do prédio tem uma subida em espiral com headphones linkados a uma tecnologia bluetooth que vai pontuando, um a um, os principais pontos de Berlim. Por ser plana você conhece lá de cima a cidade inteira em meia hora. Mas atenção, para visitar a cúpula você precisa agendar gratuitamente no site CLICANDO AQUI. É bem fácil.

A moderna arquitetura do Sony Center.

A moderna arquitetura do Sony Center.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E ainda tem o Sony Center que é um centro de entretenimento que fica em Potsdamer Platz, um lugar super moderno e perfeito para sentar e tomar uma cerveja alemã (ou várias) depois de andar o dia todo. Lembro que neste dia estava um puta sol e quando chegou o fim de tarde a temperatura caiu de forma impressionante. Voltamos pro hotel bêbados e com frio.

Intervenção artística numa passagem subterrânea de Berlim.

Intervenção artística numa passagem subterrânea de Berlim.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Existem ainda muitas outras atrações em Berlim, algumas super antigas herança do passado comunista e outras super modernas, como as inúmeras intervenções artísticas espelhadas pelas ruas. E é este diferencial que encanta em Berlim, uma cidade austera porém vibrante que desperta em você aquela vontade infantil de fotografar tudo.

Um programação diferente

Treininho diário na academia Maximus.

Treininho diário na academia Maximus.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Se você já leu algum post aqui sabe que um dos meus maiores prazeres é tentar sentir um pouco do dia a dia local. Meu amigo deu a ideia da gente frequentar uma academia durante a semana que ficaríamos na cidade e eu topei. Peguei uma dica com um conhecido e lá fomos nós conhecer a Maximus Sport Club, onde fechamos um plano de 5 dias. Todo dia pela manhã a gente tomava café no hotel, treinava na Maximus e só então seguia para os passeios. Mais local impossível hehe.

Placa de indicação no enorme Zoo de Berlim.

Placa de indicação no enorme Zoo de Berlim.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Entre os passeios que fizemos durante esse final de viagem destaco ainda o Zoo de Berlim, bem bacana, um passeio tranquilo num dos mais famosos zoos do mundo. Ele fica dentro do Tiergarten costeando a avenida das embaixadas e ainda tem um aquário gigante que é uma atração a parte.

O antigo muro que virou galeria a céu aberto.

O antigo muro que virou galeria a céu aberto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ainda a Eastside Galery a galeria a céu aberto criada diretamente num pedaço original do antigo muro de Berlim. Ela fica na margem do Rio e de bike você chega facilmente. Passamos um bom tempo num bar estrategicamente localizado de frente pro rio, curtindo junto com a molecada local o fim de tarde com sol. Neste lugar existem uns jamaicanos bem solicitos if u know what i mean.

A loja de departamentos mais bombada da cidade. Almoçamos todos os dias no andar gourmet.

A loja de departamentos mais bombada da cidade. Almoçamos todos os dias no andar gourmet.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E tem o KaDeWe, a loja de departamentos mais cool de Berlim onde você encontra literalmente de tudo. Destaque para os últimos dois andares totalmente dedicados a gastronomia. Por ser próximo do nosso hotel o KDW foi praticamente nosso ponto de almoço durante todo o período que ficamos na cidade. Falando no assunto, infelizmente não posso destacar nada relacionado a comida pois meu amigo é complicado para comer e não toparia de jeito nenhum uma culinária local, com seus chucrutes, salsichões e afins. Saímos para jantar algumas vezes e optamos por restaurantes comuns ou italianos onde comemos uma massa honesta acompanhada de vinho.

Fim de tarde na margem do rio Spree.

Fim de tarde na margem do rio Spree.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No último dia após um passeio de bike pela manhã voltamos ao hotel para fazer o check in, fechar as malas e nos despedir de Berlim, uma cidade surpreendente e com certeza digna de um retorno. Nosso próximo destino era Londres.

Nosso transporte em Berlim, uma cidade que deixou saudades.

Nosso transporte em Berlim, uma cidade que deixou saudades.

 

 

 

 

 

 

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INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

Cia Aérea: Fomos de TAM com escala em Madri e Frankfurt e de lá pegamos um voo Lufthansa até Berlim.

Hospedagem: Escolhemos o Axel Hotel por indicação.

Tempo de viagem: Ficamos em Berlim 5 dias, contando um final de semana. Deu tranquilamente para conhecer os principais pontos turísticos da cidade sem estresse.

Dicas de transporte: Berlim tem um sistema de transporte que beira a perfeição. Onde o metrô não chega, chega o trem, onde o trem não chega, chega o ônibus. Em ambos existe hora indicando a chegada do próximo veículo. Nas estações de metro existem mapas gratuitos.

Sobre o clima: Fui no verão (ago/set) com dias de céu muito claro e sol, mas ainda assim faz frio, principalmente após o fim de tarde. Não deixe de sair com um casaco ou moletom.

Guia: Não usei guia em Berlim. Como de costume comprei um mapa da cidade numa loja de souvenirs e passei para ele todas as marcações e anotações feitas pré-viagem. Serviu perfeitamente.

Dinheiro: a Alemanha está na zona do euro.

Posso dizer que a minha passagem pela Capadócia foi bem insólita. Estava com uma amiga na Turquia, ela voltaria ao Brasil e eu ainda ficaria 5 dias no país. Num passeio de despedida em Sultanahmet entramos numa agência e comprei um pacote bate e volta pra Capadócia. Tínhamos bebido um pouco e não prestei atenção aos detalhes, o que me rendeu alguns perrengues. Hoje, me divirto lembrando da aventura mas na época não achei tão divertido assim rs.

Chegando na Capadócia_Setembro de 2012

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[Foto: selfie desembarcando na Capadócia depois da atravessar o interior da Turquia.]

A Capadócia é o nome dado a uma região central da Turquia conhecida pelos parques arqueológicos impressionantes e pelas formações rochosas. Eu não tinha a menor ideia do que encontrar por lá, mas pensei, vou embarcar num ônibus de turismo, vai ter guia, outros turistas e tudo OK. Cheguei na agência 15 minutos antes do combinado e a van já tinha partido. Alguém deu um jeito dela voltar até um ponto próximo (algumas áreas em Sultanahmet não passa carro) e saí correndo pelo bairro até a van. Nesta hora, senti que as coisas talvez não saíssem como eu tinha planejado.

Na rodoviária, surpresa, ao invés de um ônibus de turismo eu ganhei um ticket de ida e volta em um ônibus regular, de passageiros. O tio da van não falava inglês e só me restava subir ou dar adeus a viagem. Embarquei e viajei pelo interior da Turquia ao lado de um senhor que roncava como um boi. A viagem foi cansativa e parava com frequência em conveniências no meio do nada. Eu já tenho dificuldades para dormir normalmente, imagina nesta situação. Dada hora, desencanei de tentar dormir e resolvi descer em todas as paradas para sentir a brisa do lugar. Tirando o idioma incompreensível, não difere em nada as rodoviárias do interior do Brasil.

Depois de doze infinitas horas, chegamos. Onde? Eu não fazia ideia. Parecia um bolsão de estacionamento no meio do nada com alguns ônibus estacionados. Eu via montanha e pedra dos dois lados e nada mais. O motorista ordenou que as pessoas com passagem para Gorëme (que era a cidade onde eu ia ficar) descessem, sem muita explicação e seguiu viagem. Além de mim, desceu um casal de jovens e dois caras da Austrália. Era bem cedo e apesar do céu azul fazia uns 15 graus e eu sentia pena dos australianos, que viajam de chinelo e uma roupa bem leve. Ficamos sozinhos nesse lugar no meio do nada e quando finalmente a van para Gorëme chegou, uma hora depois, já fazia calor. Seguimos amontoados na van e eu comecei a pensar “que catso eu vim fazer aqui?”

A cidade de pedra

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[Foto: o ponto de partida e chegada em Gorëme/Capadócia.]

Gorëme é uma das mais importantes cidades da região e fica num vale. É dali que partem os passeios para as atrações da Capadócia. A cidade foi crescendo e a solução pra expansão foi a mesma utilizada há centenas de anos: cavar a rocha ao invés de subir edifícios. Este é um dos maiores diferencias dos hotéis da cidade, você fica, literalmente, hospedado na rocha. A imagem da cidade iluminada a noite é de tirar o folego.

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[Foto: a cidade de pedra começando a se iluminar, diferente de tudo que eu já tinha visto.] 

A van deixou a gente numa praça na entrada da cidade, deu meia volta e sumiu. Os gringos ficaram com cara de bunda esperando algo acontecer. Achei hilário. Sai sozinho atrás de uma informação e logo encontrei um guia local com um rádio que me ajudou a contatar minha pousada (entendi que ele estava li para auxiliar a chegada dos turistas). Ainda fiz uma boa ação e voltei a praça para orientar os gringos, que, pasme, ainda estavam lá com a mesma cara.

O hotel na pedra

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[Foto: parte interna do hotelzinho e a entrada do meu quarto.]

Meu hotel era uma experiência a parte, com diversos níveis esculpidos na pedra e um roof onde se tomava o café da manhã com uma vista incrível. O quarto era muito simples com uma agradável varandinha e tomates secando no meu jardim. Confesso, foi muito estranho ficar naquele lugar. Talvez pela ansiedade, pelo fuso ou por estar sozinho, das 3 noites que passei na Capadócia não dormi nenhuma. Certa hora estava com umas olheiras tão grades que prometi tirar os óculos só depois de uma noite inteira de sono, o que só aconteceu quando voltei a Istambul.

Os passeios

Não se engane com as acomodações rústicas e a paisagem árida, a estrutura e planejamento turísticos na Capadócia são incríveis. Existe uma infinidade de passeios que podem ser fechados diretamente no hotel e duram o dia todo. Na maioria deles você visita sítios arqueológicos, formações rochosas, lojas de cerâmicas e outras atrações locais. O roteiro padrão se divide em 3 passeios: A, B e o C, para organizar o fluxo e impedir o acúmulo de turistas num lugar só.

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[Foto: mapa de uma agência local exemplificando a divisão dos passeios pela região.]

Apesar do perrengue da ida, a agência de Istambul havia contratado todos os passeios para mim corretamente, incluindo a cereja do bolo: o voo de balão no final da viagem, tudo organizado direitinho numa caderneta. Fiquei animado de estar naquele lugar idílico e de poder vivenciar tudo aquilo. Como demorei a chegar na cidade, acabei perdendo o tour da manhã. O que foi ótimo pois pude tomar banho, comer e me preparar para pegar o grupo no almoço. Não vou listar aqui todas as atrações que conheci na Capadócia durante os 3 dias que fiquei por lá, porque foram inúmeras. Vale dizer que algumas eram incríveis e outras apenas formações rochosas que lembravam cabeças de animais, portanto, vou listar somente aquelas que me impressionaram.

Cidade Subterrânea de Derinkuyu

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[Foto: Descendo pelos túneis até a cidade subterrânea e uma das galerias.] 

A Capadócia foi parte do Império Persa e os antigos povoados eram constantemente alvos de invasões. Como proteção eles criaram enormes cidades subterrâneas, bastante acionadas em tempos de guerra. Estas cidades tinham vários níveis (algumas com até vinte andares) e uma complexa rede de comunicação, saneamento, água, etc. Muitas estão fechadas para pesquisas, outras abertas ao público. A que eu fui datava de 10 A.D., tinha 9 níveis e até uma cripta. A experiência foi inesquecível, mas me deu um pouco de medo pensar que eu estava dezenas de metros debaixo da terra num país propenso a terremotos.

Monastério de Selime

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[Foto: A entrada para as galerias e os detalhes das paredes internas.]

Na Capadócia você verá muitas atrações do tipo cidades, casas, igrejas, todas construídas na rocha. No começo é incrível, depois cansa, portanto, escolhi apenas uma para falar aqui, um monastério todo feito na rocha. Subir é um perrengue mas vale o esforço, com passagens complexas e salões de conferencias pintados com padrões detalhados. Os buracos nas paredes que você vê nas fotos foram criados para os pássaros, pois o material orgânico dos ninhos e afins eram usados para adubo.

Vale dos cogumelos

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[Foto: visual incrível esculpido por séculos e séculos de erosão].

Da mesma forma que as casas na pedra, existem inúmeros vales caracterizados por uma paisagem com aspecto lunar. Para mim, o mais interessante deles foi o vale dos Cogumelos, chamado assim por um motivo óbvio depois de séculos e séculos da erosão dos ventos. Um visual incrível. Neste dia subi no local mais alto e fiquei um tempão meditando naquela paisagem, quase perdi a van.

Vale de Ihlara

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[Foto: o canyon visto de cima.]

Este passeio se dá em um cânion, começando numa enorme escadaria até o fundo do desfiladeiro e se estendendo numa trilha de 4 quilômetros. A caminhada é tranquila e com muitas cavernas trogloditas. Vi muitas crianças fazendo a caminhada. O passeio termina numa clareira onde se localiza um restaurante onde um almoço bem ocidental esperava pela gente, parte do roteiro.

O passeio de balão

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Finalmente chegou o dia do passeio de balão. Mas antes, vale contar as condições que ele foi feito. Após o segundo dia de turismo desci até o centrinho para jantar e conhecer melhor o local. Escolhi uma pizzaria com uma vista incrível e pedi uma pizza de atum. O lugar estava meio vazio e as únicas duas pessoas na varanda eram 2 brasileiras, mas fiquei na minha. Comi a pizza, tirei algumas fotos e me dirigi pro hotel. Cinco minutos depois de ter saído da pizzaria senti uma enorme dor no estômago. Antes mesmo de chegar na subida da cidade encostei num muro e, involuntariamente, lá se foi meu jantar. A partir daí minha noite foi de martírio. Estava sozinho numa caverna no meio da Capadócia passando muito mal e quando senti que a coisa podia ficar pior, conferi o fuso e acessei um amigo médico no Brasil, via WhatsApp. Ele me orientou, tomei muita água, botei tudo pra fora e tentei dormir, preocupado em ter um treco no balão, programado para sair 4h45 da manhã.

No fim tudo deu certo. Não dormi nada, é claro, mas meu estômago sossegou e às 5h eu já estava dentro da van com mais um grupo de pessoas para o emocionante voo. Fomos levados para um galpão onde ganhei um voucher com o número da minha mesa. Eram várias mesas com café da manhã local, onde conheci minha turma. Éramos 10, com 2 casais brasileiros. O que posso dizer é que ir até a Capadócia e não fazer o tal passeio é quase imperdoável. Mesmo quem tem medo de altura, como eu, vale a pena tentar driblar o medo e embarcar na aventura.

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O passeio em si é incrível mas a experiência começa bem antes. Entramos numa van ainda escuro e chegamos no vale com o dia vai nascendo. De cima avistamos dezenas (centenas?) de luzes, formadas pelo acendedores, que aos poucos iam dando forma aos balões. Chegamos no local da partida com nosso balão ainda no chão. Acompanhamos o processo de inflagem e recebemos rápidas instruções de decolagem e pouso. Meia hora depois já estávamos subindo, enquanto muitos balões ainda estavam no chão.

O balão ganhando altura, o vale, o nascer do sol, realmente é indescritível. O instrutor, tarimbado, fazia piadas para tranquilizar geral e deixava, eventualmente, os mais próximos pilotarem e tirarem fotos segurando a chama. No começo voamos bem baixo seguidos por um enxame de balões que pintava o céu. Depois, ele subiu muito, deixando as montanhas pequenininhas. Nessa hora o pânico bateu um pouco e eu preferi sentar no fundo da cesta para controlar a fobia, pois meu coração batia muito forte e o sangue já não estava me deixando pensar com facilidade. O instrutor percebeu, perguntou se estava tudo bem mas eu o tranquilizei, dizendo que estava conferindo as fotos na máquina. O passeio foi magnifico e o silêncio era quebrado apenas pelo barulho da chama em cima da gente. A descida foi tranquila e já no solo, ele abriu uma pequena mesa onde colocou um bolo e estourou um espumante para uma foto e um brinde. Valeu cada centavo.

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[Foto: um momento pra ficar na memória, bacana demais.]

Depois disso voltamos e aproveitei a tarde livre para conhecer mais da cidade. Mesmo zoado da noite anterior, andei por toda a extensão do lugar, subi no mirante, conheci lojas de produtos locais e aproveitei o final do dia num café com wi-fi para me atualizar do mundo. No fim do dia parti para Instambul, para dar adeus a Ásia e finalmente voltar para o Brasil.

 

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INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

Deslocamento: Fui de ônibus regular (uma opção low bugget) de Istambul para Gorëme. Se você é uma pessoa avessa a aventuras,  aconselho um voo para a cidade de Nevsehir partindo de Istambul, com duração de 1h15 (rápido, né?).   

Hospedagem: Fiquei no Shoestring Cave House, um hotel típico da Capadócia com os quartos escavados na rocha. O hotel é OK, com serviço bom e café da manhã excelente, mas bem roots. Eu achei perfeito para o que eu queria mas se você é mais sensível e gosta de conforto, opte por outro.

Tempo de estadia: ao todo, fiquei 3 dias na Capadócia e foi o suficiente. Dois dias para os roteiros e no último o voo de balão, que sempre acontece muito cedo. 

Sobre o clima: Fui no verão (ago/set) e peguei dias de sol muito forte, mas por ser um lugar árido e desértico a temperatura despenca a noite e pela manhã. Fui avisado por uma amigo Turco e comprei no Grand bazar de Istambul um jacko isolante que me salvou.

Guia: Levei um Guia Visual Turquia, da Folha, mas sinceramente só abri na viagem de ida. Chegando lá os passeios são fechados no hotel e você apenas embarca e segue o curfew dos caras.

Dinheiro: A moeda é a Lira Turca.

Agências dos passeios: a agência que contratei em Istambul e organizou minha trip se chama Paran Tour. A agência responsável pelos passeios na Capadócia foi a Insider Travel, que mandou muito bem em tudo.

O povo local: Muita gente que mora na Capadócia não nasceu ali, mas mudou-se para aproveitar o crescimento da região e trabalhar com turismo. Por isso você sente um ar diferente de Istambul, mais leve, com muitos estrangeiros e locais dispostos a te ajudar. Assim como toda Turquia a religião é muçulmana e você vai ouvir os cânticos em turco saindo dos minaretes das mesquitas em várias horas do dia. Respeite as tradições locais e boa viagem.

Chegando em Istambul_setembro de 2012

A gente chegou em Istambul vindos do litoral da Turquia. Apesar da expectativa, o primeiro contato com a cultura turca baixou um pouco nossa ansiedade. Previamente eu tinha anotado dicas de transporte, lugares, endereços e não houve stress. Fiquei em Istambul 6 dias e depois viajei sozinho pelo interior – de ônibus regular – até a Capadócia e voltei a Istambul onde fiquei mais 4 dias. Mas pus tudo numa só narrativa pois, confesso, não lembro o que conheci na 1a parada ou na 2a.

Do aeroporto ao centro_

Chegando em Istambul a gente tem opção de ir pro centro de táxi ou de metrô. Particularmente, sempre que um aeroporto é muito distante e existe metrô, eu uso até o centro e só depois pego táxi. E pegar o metrô em Istambul é muito fácil, basta sair do aeroporto sentido garagem, procurar a placa do Subway (que lá se chama Hafifmetro), descer por um elevador e comprar um jeton = moeda. Nós fomos até a estação Aksaray e de lá pegamos um táxi.

Taksin ou Sultanahmet_

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[Foto: A avenida İstiklal corta o agitado bairro de Taksin. Detalhe para o bonde que corta o bairro.]

Um dilema de quem vai à Istambul é decidir entre Taksin, que é a parte nova, com novos hotéis e um forte agito noturno ou Sultanahmet, a parte histórica, que reúne os principais pontos turísticos. Eu optei por Sultanahmet e pelo hotel Barceló Saray, onde o café da manhã era servido numa cobertura de frente para uma mesquita gigante. Uma visão de tirar o fôlego logo cedo.

As primeiras impressões_

A gente chegou em Istambul e não perdeu tempo. Com o guia na mão fomos atrás dum restaurante montado no refeitório de uma antiga mesquita. De uma rua bem tranquila você desce um pórtico com degraus de mármore bem gastos (você verá muita coisa assim) até um jardim de conto de fadas. O lugar era lindo e a atmosfera mágica. Comemos e depois fomos conhecer um pouco do bairro antecipando o dia seguinte.

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[Foto: Pátio do restaurante. Detalhe para a ancoragem do teto e colunas.] 

A culinária local_

Uma nota sobre a culinária local: prepare-se para muitos óleos, azeites, pimentas, temperos. Se tempero exótico não for muito a sua praia você tem que ficar esperto. Minha amiga, que tem estômago fraco, sofreu muito na Turquia. Nesse mesmo dia ela chegou no hotel e botou o jantar para fora. Sua maior alegria gastronômica era visitar o Mc Donald’s ou Starbucks (que às vezes me salvava também).

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[Foto: Nesse a dinâmica era simples, você apontava e eles montavam o prato. Foi um dos mais gostosos que visitei e o interior era lindo.]

Em Istambul eu comia praticamente a mesma coisa, frango, carne de carneiro ou legumes, sempre acompanhado de uma caneca de cerveja local. Cheguei a visitar um ou dois restaurantes mais bacanas mas, ao meu ver, os lugares mais simples eram os mais saborosos.

O que fazer em Istambul_

Antes de falar sobre os pontos turísticos vale uma nota sobre a cidade. A Turquia é um país mulçumano porém laico, sendo Istambul – que não é a capital, mas sim Ancara – sua maior representante, considerada a mais ocidental das cidades orientais. Mesmo assim, foi uma surpresa encontrar uma cidade super cosmopolita, com uma evoluída infraestrutura de turismo e transporte público. Me perguntei como Istambul ainda não foi escolhida para sediar uma Copa ou Olimpíada.

Existe muita coisa para se conhecer e experimentar em Istambul. Algumas são obrigatórias e outras vai de você. Vale dizer que os passeios ditos obrigatórios ficam a menos de 15 minutos um do outro, todos em Sultanahmet, portanto, se você for organizado conseguirá fazer todos eles em 2 dias

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[Foto: o interior da ex-igreja e ex-mesquita Aya Sofia, que hoje é um museu.]

• Aya Sofia. Todo visitante que chega em Istambul precisa ter o impacto visual, afinal, falamos de um lugar cuja queda marcou o fim da Idade Média para a que vivemos hoje. Por isso, o 1o lugar a se visitar é a mesquita Aya Sofia. Símbolo do poder de Constantinopla, essa igreja foi transformada em mesquita quando a cidade caiu. Mas era tão linda que mantiveram a nave com a pintura original e os famosos mosaicos bizantinos do 2o andar, preservados até hoje (na medida do possível). Muito foda!

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[Foto: pracinha em frente a Mesquita Azul.]

• Blue Mosque. A história que eu sei foi que um imperador queria suplantar a visão da Aya Sofia com uma mesquita ainda mais magnífica e mandou construir a Mesquita Azul (que fica bem em frente). Essa é uma mesquita em pleno funcionamento, portanto, quando começam as rezas turista não entra.

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[Foto: Uma das medusas invertidas; E as colunas que sustentam a galeria perfeitamente perfiladas.

• Cisternas Yerebatan. Descoberta há pouco tempo essa galeria de águas cristalinas abastecia a cidade em momentos de sítio. Seu interior é sustentado por 360 colunas jônicas trazidas de algum templo (provavelmente saqueado) da Europa. Na base de duas de suas colunas encontram-se as famosas medusas invertidas, duas cabeças de pedra maciça que até hoje ninguém sabe direito o que fazem ali.

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[Foto: proposal SQN na frente do palácio Topkapi; E os detalhes da área interna].

• Palácio Topkapi. Construído na entrada do Bósforo, entre a Ásia e Europa, foi o maior símbolo do Império Otomano. Ali você verá e terá um outro significado da palavra riqueza. Não deixe de visitar a área religiosa – que abriga itens como o espada do Rei Davi (aquele do Golias) e o cajado do Moisés – e de visitar o restaurante de frente pro Bósforo. O castelo fecha às 18h, mas se você acordar cedo consegue fazer as mesquitas, a cisterna e o palácio na sequência pois são bem próximos.

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[Foto: Uma das inúmeras entradas do Grand Bazar; E eu fechando negócio num quiosque de pinturas.]

• Grand Bazar. É quase mini-bairro dentro de Sultanahmet, um labirinto com centenas de lojas de tudo o que você imaginar, tapetes, joias, lenços, quadros, casas de chá. Vá disposto a explorar, o lugar se torna mais excitante conforme você se aprofunda nele. Dica clichê porém verdadeira, no Grand Bazar se negocia tudo e os preços chegam a baixar 500% em relação a 1a oferta. Querendo comer algo mais ocidental (tipo um croissant com chá gelado) procure o Café Sultan, fica na galeria onde só tem tapeçaria.

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[Foto: Banca de condimentos dentro do bazar. Mistura de cheiros incrível.]

• Bazar das especiarias: Me perdi um pouco mas dá pra ir andando do Grand Bazar (aqui tem um video da gente na missão). Esse prédio, que já foi um pólo de comércio há séculos, hoje é dedicado a especiarias e doces típicos. Na saída pelo rio fica uma das praças mais populares de Istambul. A visão do bazar, do rio, da ponte e da enorme mesquita se projetando e os pássaros voando atrás de tudo, com certeza vai ficar na sua memória durante muito tempo. Pra ver um vídeo de como é atravessar o Bósforo de trem e parar bem em frente a grande mesquita e ao Bazar das Especiarias, clique aqui.

Experiências inesquecíveis_

Falei dos passeios obrigatórios em Istambul, agora vou falar das experiências que eu tive, que não são obrigatórias mas que, ao meu ver, fazem parte do pacote e ajudam a formar uma imagem da pluralidade que é a cidade.

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[Foto: Recepção do banho turco. Os quartinhos são para a troca de roupa.]  

• Banho Turco. São salas de banho de mármore com dezenas de fontes chamadas de Hamam. Resumindo, é uma sauna onde você recebe uma massagem e o banho turco, que é tipo uma esfoliação forte. Remete aos banhos que sua mãe te dava, com cuiazinha de água na cara, que afogava e ao mesmo tempo reconfortava. Tem que fazer, acredite, é uma experiência única. Eu fui numa das mais antigas, na mesma rua da cisternas, chamado Cagaloglu Hamami.

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[Foto: píer de onde saem os barcos pro passeio no Bósforo.]

• Passeio no Bósforo. Da praça em frente ao Bazar das especiarias você compra facilmente este passeio, já que eles partem do píer aos montes. Eu fiz, achei bacana porém longo, com mais de 4 horas. Se você tiver tempo livre aconselho mas se não tiver, desencane.

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[Foto: Arquitetura ímpar em Balat. Prato cheio para quem gosta de foto.]

• Visita a Balat. É um bairro muito antigo de origem judaica que fica na parte europeia de Istambul. O lugar é meio decadente, bucólico e me lembra muito os cenários fantasiosos da dupla Jeunet e Caro (googla aí). Se você gosta de fotografia não pode deixar de visitar o lugar.

A noite em istambul_

A noite em Istambul é bastante agitada. No entanto, o verão é o período de férias a alguns lugares não abrem, já que muita gente sai da cidade (vale consultar a internet). O agito se concentra no bairro de Taksin mas existem muitos lugares bacanas em outros pontos da cidade.

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[Foto: Experimentando os morritos turcos num bar em Taksin.]

• Taksin Square e arredores. Da movimentada praça que é o coração do bairro basta seguir o fluxo pela Istiklal Caddesi (caddesi = rua). Nas transversais você vai encontrar dezenas de bares e restaurantes, sempre muito animados. Dica, eles não tomam a cerveja gelada como a gente gosta, portanto, sempre solicite sempre um baldinho. Ainda mais no verão.

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[Foto: A tímida entrada do 360o. Detalhe para as lambretas no hall.]

• 360o. Pra achar tem que ficar esperto pois da rua não existe placa, porteiro, nada. Parece um prédio residencial velho. Ao chegar na cobertura, aí sim, uma hostess e um segurança gigante te indicam a entrada para o terraço, um lugar incrível com uma visão surreal da cidade. Escolhemos uma mesa do lado de fora, pedimos uma pizza aperitivo e perdi a conta dos morritos. Priceless.

• Reina. É um hit na cidade. Um restaurante balada que é um dos points mais procurados pelos turistas e também pelos playboys. O lugar realmente impressiona, tanto pela decoração quanto pela localização, na margem do lado asiático do Bósforo. Peça ao concierge do seu hotel fazer a reserva para o jantar e já fique para a balada.

• Love Dance Point. Esse inferninho me lembrou a boate ‘A Loca’ de São Paulo, um porão de teto baixo e enfumaçado, já que todo mundo fuma dentro, com todo o tipo de público (horroroso, já aviso). A música é pop mundial mas dada hora só toca hits turcos. Sem dúvida, foi um dos lugares mais divertidos que eu visitei ne cidade.

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[Foto: A rua dos hostels e cafés no bairro de Sultanahmet.]

• Rua dos Narguilés (Akbiyik Caddesi). Procurei essa lugar por indicação do meu amigo & globetrotter Gabriel Canelas. Fica atrás da Mesquita Azul, é a região dos cafés e hostels, cheia de bares e forte agito jovem. Quase todos as casas possuem lounges com almofadas, tapetes e pufes onde as pessoas ficam tomando cerveja e fumando narguilés. Minha última noite em Istambul foi toda aí.

2 Lugares que vale a visita_

Vou citar ainda dois lugares que vale a pena qualquer turista conhecer, pois não são apenas restaurantes mas sim experiências:

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[Foto: fachada do Datli Maya, uma das melhores experiências em Istambul.]

• Datli Maya. Durante minha estada em Istambul fiz amizade com um ator turco (que se chamava Seiythan) que me levou nesse lugar sensacional e original. Uma casinha de 2 andares onde são preparados delícias da culinária turca. Você entra pela cozinha, as mesas são próximas, muita coisa se come com a mão e os pratos são feitos na hora no andar de baixo.

[Vídeo: A Mesquita Aya Sofia e a Blue Mosque, vista de cima do Hotel Seven Hills. Ponha o fone e ouça o momento em que as rezas se misturam … É de arrepiar.] 

• Hotel Seven Hills. Essa bela cobertura descobri sozinho e fui lá muitas vezes no fim de tarde, onde ficava lendo, tomando meu chope e ouvindo as rezas nos alto falantes, já que ele fica bem no meio das 2 mesquitas. Procure o hotel e suba direto a cobertura. Impossível ficar indiferente com a paisagem.

Por fim, alguns dados sobre Istambul que eu acho relevante.

• Todo mundo fuma muito na Turquia. Se você não é fumante, tem que prestar atenção onde senta pois eles estão literalmente nem aí. Minha amiga – que odeia fumante – quase arrumou algumas confusões por isso.

• Toda loja, restaurante, lanchonete, tem wi-fi. Inclusive no vôo de ida e volta (Turkish Airlines). Basta você solicitar a senha e jogar suas fotos lindas no Instagram.

• Não troque seu dinheiro no aeroporto. No centro antigo ou novo, existem dezenas de casas de câmbio. E há diferença entre elas, portanto, ande na rua zepeando os letreiros, quando achar um preço bom você entra e compra.

• Pegando carona no item acima, achei Istambul muito seguro. Meu amigo turco me explicou que os guardas não usam uniformes, eles ficam à paisana justamente para que os meliantes não saibam quem é quem. Mas, como brasileiro, é sua obrigação ficar atento so pertences. Não dê bandeira.

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[Foto: Não tem hora pro chai, servido em todos os lugares e o tempo todo.]

No meu último dia em Istambul passei o dia andando a esmo, tirando o foto e vendo o frege, só parando para tomar chai (chazinho local servido em quase todos os lugares). Terminei o dia na região dos bares e acabei fazendo amizade com um cirurgião croata que até hoje troca ideia comigo pelo Facebook. Bebemos até onde a consciência deu e fui dormir preocupado em não perder o voo do dia seguinte. Assim encerrei minha passagem pela Turquia, um dos lugares mais fascinantes que eu tive o privilegio de conhecer.

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INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

Cia Aérea: Fui de Turkish Airlines ida e volta.   

Hospedagem: Fiquei no Hotel Barceló Saray, a poucos minutos da maioria das atrações do centro antigo de Istambul. Staff fluente em espanhol, além do inglês. 

Tempo de viagem: ao todo, entre a 1a parada e a 2a, somei 10 dias em Istambul. Mas em 4 ou 5 dias você conhece os principais pontos.

Dicas de transporte: Istambul tem um sistema de transporte completinho, que integra metrô, metrô de superfície e o funicular, que é tipo um metrô-menor que liga apenas 2 estações. Apesar de interligados você paga separadamente 1 jetom (uma moeda de plástico vermelha). Sobre os táxis, eles são bem malandros. Existem honestos mas a maioria vai querer tirar um troco. Se você já pegou táxi no Rio de Janeiro, é a mesma coisa. 

Sobre o clima: Fui no verão (ago/set) e peguei dias de sol muito forte, mas a temperatura sempre caía no final do dia. Leve um moletom, casaco leve ou lenço árabe.

Guia: Utilizei um guia gringo emprestado por uma amiga. Desses de insider. Acabei devolvendo sem pegar o nome, verei e volto a fazer um up date aqui.    

Dinheiro: A Turquia não está na zona do euro, sua moeda é a Lira Turca. 

Sempre curti ler sobre as grandes civilizações. Egito, Grécia, Roma, Constantinopla (que hoje é Istambul). Juntou isso com a vontade de conhecer um país mulçumano e assim surgiu a minha viagem para a Turquia. Na época não havia Salve Jorge, a Turquia não estava na moda e eu não sabia nada a respeito. Pedi ajuda de uma grande amiga casada com um turco. Abro parênteses para contar um pouco desses dois: eles se conheceram pela web – ele na Turquia e ela no Brasil – e se apaixonaram via Skype. Hoje moram em SP e têm uma filha linda, a Olivia. Graça a esse lindo casal tive boas dicas para montar o roteiro.

Chegando em Bodrum_setembro de 2013 

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[Foto: Sol, sombra e água fresca em Bodrum, litoral da Turquia.]

Chegamos na Turquia vindos da Grécia [essa viagem você confere aqui]. Minha amiga combinou em fazer metade da viagem comigo, depois eu seguiria sozinho pelo interior do país. Como a gente queria descansar pós Mikonos nossa 1o parada foi um resort em Bodrum, um balneário tipo Guarujá que ainda tem poucos turistas não turcos. Curioso é que do avião você vê tudo árido e nada de água, pois o aeroporto é quase uma hora do litoral.

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[Foto: Vista da varanda do nosso quarto. O hotel era tão bacana que não dava vontade de sair.]

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[Foto: Atrás de mim o complexo com spa, academia, etc. Mas não sobrou tempo para fazer nada.]

Escolhi o hotel Bodrium Boutique Resort & Spa pelas avaliações positivas na internet. O hotel é lindo, com quartos em volta de uma piscina de sonho e um diferencial que me ganhou: um dos melhores cafés-da-manhã que já provei na vida. Sem exagero. Todos os dias era uma variedade absurda de queijos, geleias, yogurtes de texturas diferentes, pães diversos, além de cerejas, azeitonas, antepastos. Foda! Depois de instalados recebemos a visita do concierge e escolhemos um tour de barco para o dia seguinte.

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[Foto: show de jazz lotado no pier de Bodrum.]

A noite fomos conhecer a famosa beira-mar de Bodrum. Descemos no centrinho e seguimos o fluxo sem mapa nem nada. Atravessamos um comércio muito movimentado até o boulevard, onde fomos passear e observar a fauna. Já comentei que meu maior prazer num lugar novo é andar sem rumo e olhar os outros? Pois ficamos horas indo e vindo pela orla batendo papo e observando geral. No final do píer uma surpresinha, um festival de jazz by Mercedez Benz super animado.

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[Foto: Tudo era muito rico em sabores, do couvert ao prato principal].

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[Foto: A gente estava bem acompanhado da Efes, a cerveja oficial da Turquia.]

Pra jantar escolhemos um restaurante na passagem na intenção de ver o movimento. O couvert exótico com queijos, figos e procciuto cru, antecipou o que seria um festival de sabores. Em seguida entrou a banda. A música turca é muito popular, cheia de hits e muito gostosa. Certa hora, meio pela a atmosfera do lugar, pela companhia e pela cerveja – e foram várias – fiquei até emocionado. Foi uma experiência bacana que marcou meu primeiro dia na Turquia.

[Vídeo: banda no bar Shader One no boulevard da praia. Eu podia ficar escutando a noite toda.]

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[Foto: Nós parávamos em praia mais bacana que a outra.]

No outro dia acordamos cedo para o passeio de barco. Da marina embarcamos num grande catamarã tendo o cuidado de escolher um bom lugar. O belo passeio durou quase o dia todo com paradas em duas praias (que não lembro o nome), algumas baías (onde pulamos no mar), almoço a bordo (tenso mas comível) e finalmente a volta a Bodrum. Infelizmente alguns dias depois, em Istambul, minha máquina fotográfica quebrou apagando a maior parte das fotos de Bodrum. As que eu tinha em meu iPhone você confere aqui.

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[Foto: As lojinhas locais dividem o espaço com bares super hypes. Eu queria levar tudo.]

De volta ao hotel, tínhamos programado ir ao Halikarnas cujo nome deriva de Halicarnasso, que era o nome de Bodrum, meio século antes de Cristo. Se você gostava de história quando era pequeno, vai lembrar do Mausoléu de Halicarnasso, uma das 7 maravilhas do mundo antigo e que desapareceu com os séculos.

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[Foto: Jantarzinho tranquilo na última noite. Já estávamos com a cabeça em Istambul.]

No final decidimos não sair de balada para jantar na beira da piscina. Uma ótima decisão pois no outro dia pudemos acordar cedo para conhecer as redondezas – como a praia de Gümbet – onde, como bons brasileiros, fizemos muitas comprinhas. No final do dia partimos para a 2a etapa do nosso rolê pela Turquia: a incrível Istambul.

 

 

 

 

 

 

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[Foto: Lojinhas em Gümbet. Um último rolê antes de Istambul.]

Chegando em Mikonos _agosto de 2012

Eis que chegou a hora de deixar Athenas. Lendo alguns fóruns na internet resolvemos pegar a executiva do ferry. O andar vem praticamente vazio (o que é curioso se você pensar que a diferença no valor não é tão grande) e as poltronas são enormes, bem diferente da econômica lotada de crianças e famílias. Na ida pra Mikonos o ferry para em 2 ilhas e do barco você já avista as casinhas brancas, típicas das ilhas gregas.

 

 

 

 

 

 

 

 

[Foto: Sozinhos no ferry em plena alta temporada.]

A gente chegou em Mikonos pelo novo porto  (o antigo foi desativado) onde o transfer já estava esperando pela gente. Os ferrys são extremamente pontuais. Mikonos é uma ilha com inúmeras praias e um centrinho. Você pode escolher ficar no centro ou em uma praia e alugar um carro. Seguindo as dicas dos amigos optei pelo combo prainha e carrinho.

[Foto: Na chegada vale a pena usar o serviço de shuttle. Depois você aluga um carro, se preferir.]

Depois do check-in um funcionário da locadora passou para me pegar conforme combinado e fui com ele buscar nosso carro, um modelo Panda que tinha a porta de passageiro que só abria por fora (que, obviamente, só descobri depois). A gente chegava na praia, daí eu saia, dava uma ombrada na porta e minha amiga saia. E não pense que paguei mais barato por isso, foi apenas preguiça de trocar. Também achei que dava um certo charme rsrs.

A primeira noite

Mikonos é roteiro de dezenas de navios que despejam no porto milhares de turistas para curtir a noite. Por isso, as ruas do centro (chamado de Chora) estavam lotadas com gente de todo o gênero, tipo, cor e idade. Esse frege começa no fim de tarde e se estende para muito além da madrugada, deixando algumas ruas literalmente intransitáveis.

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[Foto: Ruas pequenas, restaurantes charmosos e muita gente bonita. É fácil gostar de Mikonos rs]

Após um reconhecimento escolhemos um restaurante com varandinha, pra pedir um bom Grilled Calamari (um hit na ilha) e ver o povo passar. O garçom era italiano, tinha uma namorada brasileira e era apaixonado pelo Brasil, o que nos rendeu sobremesa de graça e umas 3 rodadas de tequila. Ele vinha com 3 copinhos, botava 2 na mesa e uma virava ele mesmo. No final vimos que ele estava aproveitando mais que a gente.

a&b

 

 

 

 

 

 

 

 

[Foto: Above & Beyond na Cavo Paradiso.]

Nessa época do ano os melhores DJs do mundo tocam e agitam várias festas na ilha. No caminho pro carro ganhamos 2 convites para assistir Above & Beyond na icônica boate Cavo Paradiso, no topo do morro. Como certas coisas são irrecusáveis, fomos conhecer o tal lugar. Entre asfalto, rotatórias e estradinhas de terra demorei uns 40 minutos perdido, mas finalmente avistamos o lugar e daí foi só alegria. Nos divertimos muito e voltamos com o céu royal.

Nossa praia

 

 

 

 

 

 

 

 

[Foto: A praia de Agios Stefanos num clique tirado da escadaria do nosso hotel.]

Em Mikonos ficamos num hotel super legal chamado Alkistis, construído na encosta, de forma que todos os quartos ficam de frente para o mar. A gente acordava, abria a varanda e dava de cara com aquele mar de filme. Tinha vezes que eu passava horas pirando no mar e pensando quando ia sair de lá uma Bond Girl.

[Foto: Visão do cercadinho de bacana no canto direito da praia.]

A praia na frente do hotel chama-se Agios Stefanos, uma faixa de areia com 2 bares, 2 hotéis, 1 loja de conveniência e algumas casas. No canto direito tinha uma cerquinha para quem quisesse um serviço mais chique, com cadeiras de praia e serviço de garçom. Por ser uma praia de pedrinhas, tinham dias que a gente queria conforto e valia pagar pela cadeira.

A ilha

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto: são dezenas de ruas de pedra, que a noite ficam intransitáveis.]

 

 

 

 

 

 

 

 

[Foto: Chora numa imagem tirada bem do final da vila.]

Em pouco tempo você descobre que Mikonos é bem maior do que você imaginava. Se você for dirigir por lá então, não tem jeito, vai se perder um pouco mesmo já tendo ido ao lugar. Isso porque a ilha é cheia de estradas ligadas por rotatórias com cinco, às vezes seis saídas, uma tão perto da outra que você não sabe qual delas pegou no dia anterior. Em cada praia tudo é muito lindo, organizado, já na parte menos explorada da ilha tudo é árido e rural. Você dirige um tempão sem ver uma árvore, só arbustos e casinhas brancas.

Depois que você conhece mais de 2 praias realiza que elas são muito parecidas, o que muda é o público e o agito a que ela se propõe. Vou fazer um breve resumo das 3 praias que tem forte agito e que eu pude conhecer. Infelizmente minha câmera quebrou na Turquia e perdi muitas fotos da Grécia, incluindo dessas incríveis praias. Mas há muitas fotos e vídeos na internet, caso você tenha curiosidade.

Paradise – Uma das mais agitadas e famosas, bastante procurada pela galera bem jovem. Em Paradise fica o Tropicana, um bar conhecido que no fim de tarde vai empilhando mulheres de biquíni em cima da mesa enquanto um animador de tapa sexo agita a galera com um microfone na mão.

Super Paradise – Bem parecido com Paradise, talvez um pouco mais eclética e setorizada, com gays do lado direito, turistas no meio e habitués do lado esquerdo. Também possui serviço de cadeiras e garçons, e animados sets no fim de tarde.

Elia – Uma das mais lindas e que tem o público mais elitizado, seja pelo serviço ou pela distância do centro, que inibe alguns turistas. Também é a praia mais GLS, onde vemos senhores de mini-bolsas Louis Vuittons, acompanhados de jovens de mini-sungas fluorescentes. A beira é inteira forrada de cadeiras de praia com serviço de garçom, onde você pode tomar um champanhe ou almoçar,  praticamente com os pés na água.

Para quem não tem carro existem ônibus que fazem o trajeto entre as praias, até às 6 da tarde. E a partir delas você pega um táxi-boat que vai te ligando a todas as outras. Como estava de carro deixei de ir de barco, mas indico.

Clima de paquera

Mikonos tem um constante clima de cordialidade. Ajuda o fato das pessoas serem jovens, bronzeadas, com pouca roupa, mas a ilha tem um lado de descompromisso e curtição que deixa todo mundo mais a vontade mesmo. Nada é proibido e tudo funciona numa pacífica e respeitosa convivência. Playboys, estudantes italianos, madames, gays, famílias, aposentados de cruzeiros e por aí vai. Na ilha se fuma em qualquer lugar, inclusive dentro dos ambientes fechados (quando eles existem), as praias são tolerantes ao naturismo (peladões) e praticamente não se paga para entrar em nenhum bar ou boate da ilha, tirando os clubes com atrações especiais. Conheci alguns bares bem agitados em Mikonos, todos em Chora:

 

 

 

 

 

 

 

 

[Foto: Mulherada soltinha no Scandinavian.]

Scandinavian – Esse foi indicação do garçom Italiano. Um misto de bar com pista de dança que funciona no segundo andar de um outro bar. Para subir, basta você comprar um drink e pronto. O som altíssimo é pop batidão e a galera curte bastante. Prepare-se para ver muitos shots de tequila passando pela sua frente e muitas mulheres em cima do balcão e das mesas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

[Foto: A excêntrica hostess do Jackie O.]

Jackie O – Bar é de frente para o calçadão, de forma que as ondas que batem na amurada chegam a molhar os descuidados na porta. A frequência é sui-generis, playboys, pattys, gays e moderninhos que ficam nos sofás lounges da frente do bar ou se espremem dentro do espaço minúsculo.

 

 

 

 

 

 

 

 

[Foto: Pôr do sol com direito a (muitos) mojitos.]  

Elysium – Na verdade não é um bar, mas um hotel que nos finais de tarde promove um concorrido sunset na beira da piscina, com uma das vistas mais maravilhosas da ilha. Os coquetéis são caros mas muito bem servidos em copos que não cabem numa mão só. Vale a pena pela frequência de gente linda e pela vista.

 

 

 

 

 

 

 

 

[Foto: Esperando a lula grelhada e a cerveja, no restaurante do hotel em Agios Stefanos.] 

Toda viagem tem que ter pelo menos um lugar para você conhecer melhor e quebrar a correria de fazer e desfazer mala. Dessa vez escolhemos Mikonos, abrindo mão até mesmo de fazer Santorini e outros destinos tão lindos quanto, pelo prazer de esquecer da vida. Posso dizer sem remorso que foi uma das viagens mais bacanas que eu já fiz. Pretendo muito voltar a Mikonos (dessa vez visitanto outras ilhas) onde sei que existirão outros verões, mas nunca iguais a este.

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INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

Cia Aérea: Fui de Turkish Airlines até Istambul e de lá de Hahn Air até Athenas e de ferry para Mikonos. Na volta, fizemos Athenas > Istambul > Bodrum.

Hospedagem: Fiquei no Hotel Alkistis, na praia de Agios Stefanos. Indico demais. Todos os quartos tem varandinha para o mar.

Tempo de viagem: De segunda a domingo. Exatamente 1 semana, tempo de sobra para curtir festas, conhecer a ilha e ainda curtir alguma paz fora do agito.

Dicas de transporte: a ilha têm ônibus que fazem o trajeto até as praias todos os dias, até as 18h. Muita gente opta por quadriciclos e motos. Para alugar um carro a média é de 50 euros/dia. Eu usei a Kosmos.

Sobre o clima: Extremamente quente e seco. Praticamente andei de bermuda e camiseta todos os dias.

Guia: Utilizei o Guia Publifolha Grécia (Ilhas gregas e Athenas). Tem que encomendar.   

Dinheiro: A Grécia está na zona do Euro. 

Minha viagem pra Grécia surgiu depois de terminar um namoro. Fiquei bem triste e resolvi viajar e conhecer um lado do mundo que foi berço da civilização. Uma amiga perguntou se podia me fazer companhia e, mesmo eu tendo o costume de viajar sozinho, aceitei. E foi uma ótima decisão pois ela foi muito parceira e sem ela a viagem não teria sido a mesma.

Chegando em Athenas_agosto de 2012

Chegando na Turquia, escala para Grécia

Chegando na Turquia, escala para Grécia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cheguei na Grécia pela Turquia num vôo direto do Brasil. Fizemos escala em Istambul (até lá são 14 horas) e seguimos para Atenas (mais umas 2 horas). Atenas foi sede das Olimpíadas de 96, o que deu um up na cidade, principalmente no transporte público.

Transfer até a praça Syntagma facinho de pegar

Transfer até a praça Syntagma, zona central de Athenas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pegamos um transfer do aeroporto (super fácil) até a Praça Syntagma, no centro de Athenas e de lá um táxi até o hotel. Depois descobrimos que tinha uma estação do lado, na Praça Ominia.

O hotel

O bacanudo terraço do hotel Meliá.

Pagando de barão no terraço do hotel Meliá. Demais!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escolhi o hotel Meliá Atenas por causa dos elogios que tinha lido na web. Um hotel excelente, muito bacana e bem localizado (15 minutos da Acrópole), preço acessível e com um diferencial imbatível: um belo roof com piscina e visão panorâmica do Pathernon, com direito a luneta com tripé. Foi muito bom passar uma tarde ali na cobertura, pegando piscina, tomando Mythos (a cerveja oficial e mais popular da Grécia) e admirando o Pathernon e imaginando como seria a visita no outro dia.

A cidade

O metrô é uma mão da roda

O metrô é uma mão da roda e cobre toda a área turística.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Apesar de crise que assola o país Atenas é bonita, com ruas limpas e gente civilizada. O metrô não possui catracas, então você retira seu ticket na máquina e valida sozinho nos totens na entrada do metrô. Mais civilizado impossível. Mas Atenas não é toda turística. A parte que importa se resume aos bairros em torno do mais famoso cartão postal de lá, a Acrópole, a colina que abriga uma das mais incríveis edificações do mundo antigo, o Pathernon. Obviamente, quanto mais você se afasta do centro a cidade vai ficando mais sombria. Num país em crise e com forte inclinação xenófoba, cabe você se manter dentro do circuito turístico padrão.

A acrópole

A gente tentando entender o mapa em grego SQN

A gente desvendando o mapa em grego (SQN)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No outro dia acordamos cedo para visitar a Acrópole e o Pathernon. Apesar do mar Athenas é uma cidade quente e árida, com calor forte a partir das nove da manhã, o que te obriga a andar com uma garrafinha de água o tempo todo. Em cima da Acrópole não se vende nada mas existem bebedouros dentro dos banheiros.

Dica: colar num grupo e ouvir a guia. E quando encher o saco (porque uma hora enche), sumir

Pegando carona numa aula de história durante a subida.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na subida pegamos num grupo dum cruzeiro espanhol (Athenas é uma famosa parada de muitos navios). A guia era linda e falava sobre história de forma que deixava a gente cada vez mais interessado. Sem duvida nós, que não pertencíamos ao grupo, éramos os mais atentos. Foi uma aula de civilização antiga como nunca tive, com o privilegio de estar vendo tudo ali na frente. Um momento maravilhoso que fez valer a viagem.

O Propileu, portal de entrada para a Acrópole (e a mãozinha da guia).

O Propileu, portal de entrada para a Acrópole (e a mãozinha da guia).

O Pathernon, maravilha do mundo antigo.

O Pathernon, maravilha do mundo antigo. Mto foda!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O acesso ao topo do morro é feito unicamente pelo imponente portal do Propileu, uma das poucas construções ainda de pé. E logo atrás podemos avistar o Pathernon. Absorvemos tantas informações sobre ele, sobre a precisão da sua construção, colunas, altura, etc, que não caberia aqui. Ao visitar a Grécia, aconselho a fazer o mesmo, colar num grupo e acompanhar as explicações (antes que você pergunte, digo que não vale a pena pegar um guia particular, pois daí fica chato). Infelizmente só ouvi guias em francês, italiano, inglês e espanhol, nenhum em português.

Fazendo as malas

A acrópole vista de longe. Logo abaixo fica Plaka, um dos bairros mais antigos.

A acrópole vista de longe. Logo abaixo fica Plaka, um dos bairros mais antigos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Acabamos o roteiro cedo e fomos almoçar em Plaka. Comemos rápido e optamos ir ao porto retirar os bilhetes do ferry para o outro dia. Foi a melhor coisa que fizemos, pois assim evitamos de ter que acordar às 5 da manhã e ganhamos 2 horas de sono. O final da linha é exatamente no porto e a viagem de metrô é rápida. Missão cumprida, voltamos para o centro tranquilos para aproveitar o final do dia no terraço, tomando uma boa Mythos para finalizar nossa breve porém magnífica visita à Atenas.

Dica: em Toda a Grécia o povo toma a cerveja levemente quente. Aprenda isso rápido e peça um balde de gelo sempre que for tomar uma cerveja ou até mesmo vinho e adeus bebida quente.